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Travis no som. Computador no colo. Escuridão no quarto. Luz na cara. Uma vontade de fumar. Preguiça de sair do quarto. Saudades de você. Não tenho mais atenção. Acho que não quer mais nada. Continuo com o pensamento em ti. Vontade de ir ao banheiro. Canção se desenrolando em um solo de guitarra. O escocês continua se lamentando. Penso em você de novo. A cama já está quente. Não vou aguentar. Preciso mijar. Voltei. O sono rebate. Lembro-me do Baudelaire. Não tenho alívio suficiente. Queria seu abraço. Fecho os olhos...

E da Lágrima

E da lágrima o sorriso aberto Após os meses de arrependimento. E do sorriso o beijo descoberto Após o incrédulo de novamente flertar. E do beijo o olhar transpareceu Após o sinal positivo das sobrancelhas. E do olhar o sonhar apareceu Após o novamente esperar. E do sonhar a lágrima se foi Após os dias incontáveis de sofrer. E da lágrima se fez bebida Após mais um dia de felicidade.
Hoje, particularmente, estou com uma preguiça de viver. Isso não quer dizer que quero me matar. Só estaria mais confortável em casa, esparramado no sofá, assistindo algum filme do Wes Anderson ou escutando R.E.M. Mas como é preciso labutar, cá estamos no trabalho, com um sorriso desenhado estrategicamente e fazendo as coisas necessárias. O dia está tão bonito lá fora. Friozinho e céu azul. Poderia estar aproveitando de uma forma muito mais prazerosa. Como não posso, vamos olhando a cada minuto o ponteiro do relógio consumindo o nosso tempo de vida. Isso não quer dizer que quero me matar ou que estou cansado da vida. Não. Só queria degustar de um café na Letra, lendo a última edição da Trip, ou, como já disse, ficar lá jogado no sofã. Deve estar passando um filme bem legal na Sky. Mas... Hoje, particularmente, também estou descontente com o trabalho. Não com o que faço, mas com o que recebo. Acho que esse acúmulo de funções tem me deixado cada vez mais confuso. Não lembro quem disse...

31

O que esperar aos 31? Um pouco mais de experiência em quê? Não se engane, o clichê é válido: somente o tempo apresenta as provas, apesar de que as incertezas continuam a surgir de maneira bela e, muitas vezes, ampla. Não adianta negar, entrar na tal segunda idade proporciona reflexões e a sabedoria que os 25 não mostram. Mas cada idade deve ser catatonicamente deliciada, seja com neologismos, algoritmos, hipérboles ou frêmitos. Mesmo em tempos efêmeros, as coisas passam a ser degustadas com um atento primordial. Algo nada imaginável em plenos 21, por exemplo. Muito menos aos 19. Agora, se você for a Adele, é possível que consiga compor clássicos modernos. Se falta jactância, então vai carregando cada situação para esgurmitar tudo em felicidade após a cicatriz do tempo fazer a visita ideal. Não tenho um mínimo de talento para sugerir conselhos, mas sim, amigos que agora encontram essa nova década. E nada melhor do que dividir essas características. É confortante saber e t...

Molhadinha

E aí você conhece uma pessoa. Sabe que ela peida, mija, tem excrementos, pega gripe e pode ter chulé, mas se entrega mesmo assim. Conta suas particularidades, não para de falar sobre a sua vida, quer dividir tudo ao mesmo tempo. Relaxe, melhor não entregar tudo de uma só vez. Se acontecer de novo, um outro encontro, vai se descascando aos poucos.  Você sabe que pode se machucar ou, pior, se machucar de novo devido a outra experiência. Porém, por que não se arriscar? A vida é repleta disso e tudo vem acompanhado de peidos, de mijos, de excrementos, de gripe e até chulé. E você sabe que vale a pena.  Vocês se beijam, trocam afagos, curtem o abraço e compartilham o momento. Quase que nem no Facebook, porém, com o contato físico, o que é muito bom e salutar. Tudo está ótimo: a conversa, as carícias, o enroscar dos pelos e a saliva. A pessoa lhe deixa em casa, você sai com um sorriso imenso, lembra que quando os lábios se encostaram começou a tocar "Everybody Hurts" no rádio,...

Vale o Quanto Brilha

Alma da calma presente no corpo Que pede abrigo em alma outrora, Outrora física que se satisfaz Em fazer de retrato publicável, Publicável esse que absorve trama Que destramada observa viril Na viralidade de um vírus vil Que descansado pede uma cama. Bate forte dentro do peito o leito De leite em borda transpirando nata De calor em adjacência pulsa Um pulso fraco de memórias claras. lsH
Não precisa. Estou à deriva. Estou derivando do veraneio. Não necessita, estou tranquilo. Estou à base do corriqueiro.                    Não tenho pressa, eu sou preza,                   Apressado conteúdo de sutileza.                   Não precisa entrar, estou alheio,                       Hoje me interno no devaneio. Estou sozinho a contento Não quero fixo, nem bloqueio. É claro que um dia também quero Mas procuro calma sem receio.