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Postagens

Um exercício de paciência consigo mesmo através dessas horas bastardas que repulsam em glórias conquistadas. O lacrimejar evaporou e dispensou inúmeros deletérios. O som invade uma felicidade estranha até então não sentida, como se fosse uma preguiça jogada em uma rede praiana, com aquela brisa leve acariciando a pele. O sorriso surge fácil, delicadamente doce pelos lábios molhados por suco e vodca. A criatura ao lado abre os olhos calmamente, depois de ter o sono velado durante horas. Pergunta se dormiu muito, o outro responde que foi um sono suficiente. Abraço repartido causa o presente momento, um primeiro depois de segundos, minutos e horas. O calor se torna êxtase, que esquenta a cintura, libera as pregas e atrita os sexos. O exercício de paciência valeu a pena.

Sexta-feira pop e cola

Hoje eu quero Ver o carnaval passar Em meu site predileto Também pretendo beber Cerveja quente na madrugada. Acender uma bituca e dar Uma baforada de gelo seco em minha sala. Sentar ao relento e sorrir pensamentos distantes. Fazer da dor O meu Sentimento a vapor. Chorar álcool etílico Em um copo de acrílico. Lembrar beijos não dados Em bocas conhecidas E cair de bêbado Em minha própria avenida.

estrangeiros

É um bem que faz, mesmo sem saber. Basta um olhar para concretizar, um piscar para entender. Ainda bem que do encontro se fez a alegria. Tantos deletérios por aqui já passaram, alguns arrancaram o que eu tinha de melhor. Mas eis que surgiu um passado para lembrar. Do lembrar causou um sorrir que se abriu contente em mistério. Os ácaros insistem em amaldiçoar, nada sabem do gostar, por isso brigam entre papéis de uma época esquartejada. Não levamos em consideração  a poeira, melhor o que está abaixo dela. Passe novamente na distração, tropeçando em um sentimento que proporciona o cair. Não precisa esconder, as provas já foram apresentadas, por mais herméticas que fossem, compreensão é uma qualidade. É assim que se faz o bem. Às vezes o respirar é tão complicado. Não o respirar simples da ação, mas o causar de uma interrupção, como se fosse um soco no pulmão, uma falta de extravassar. Eu sei que foi de fobia que o caso agora surgiu, portanto agradeço aos tristes pela razão. Se ...

sorriso do agora

aquilo que sentimos de calor os dedos na pele nas costas as pontas bailam no contratempo e a harmonia se espande conforte o sopro da sua boca se torna um alívio, um relento no abafado suspiro do vento. pode demorar o quanto quiser o caos já me visitou e agora o cumprimento com meu brinde de quebranto. e quando nos vemos é encontro de onda na orla do momento que descansa sensata no sorriso do agora. leonardo silveira handa
O amor líquido, pelos dedos O amor nos olhos, pelos óculos. O amor no fundo, pelos cantos. O amor no aplauso, pelas mãos. O amor aos baldes, pelo Bauman. Vá com amor, filósofo.
Ao meu redor, um transe Embora quisesse estar Dançando um trance. Os olhos ardentes E a massa inchada Aguardam a calma. O cansaço é amigo do corpo E a segunda-feira me maltrata. Quero arrancar essa dor, E ficar bem junto do seu amor. Mas ela não permite E um comprimido é digerido. Ao meu redor, um coice Embora quisesse estar Alardeando qualquer açoite. Os olhos ardentes E a cabeça enfraquecida Aguardam agora o descansar.

Hit do Câncer

Breu no infinito solitário Com pequenos pontos mais escuros Que são cânceres devorando a ilusão metafísica. Os olhos agora se fecham E o corpo encontra a paz que alguns conhecem, Os vivos, no entanto, continuam a imaginar. Uma manhã de verão derretendo o tempo acelerado Enquanto a caixa desce e a terra cobre o fim. Lágrimas bebidas com vozes que procuram acalmar os mais exaltados. Sento no vazio e abraço o nada, achando que se trata de consolo. Mas não é. É apenas aquele mesmo sentimento. Revisitado. Ampliado. E regravado.