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O Bonde do Bom

Atravesse pela porta da frente, pois essa é a saída. Não quero mais mostrar os caminhos, eu não sou tão bom quanto dizem. A minha certeza é o incerto que eu sou. A característica mais forte do meu sentimento é feito de música alternativa. Não existe algo mais subjetivo do que isso. Portanto, não queira entender as minhas longas e vagas epopéias.
Já não traço mais a torcida, cansei de bancar o querido. Os bons somente se fodem. O “x” da questão eu desmembrei, transformei em duas paralelas que espero não se encontrarem no infinito. Nem no particular, nem ao meu redor. A Marisa Monte ainda tem o que dizer. Se bem que ultimamente estou curtindo outros românticos. Nem vou citá-los para não cansar a paciência.
Pois bem, inverto agora o que já fiz antes. Não esclareço mais a claridade que perdi na última fagulha que acertou o meu olho míope. Descrio a cria que embalei com lullabyes. Aproveito e pego carona na canção e tiro um ronco. Chega de bondade.

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Contato ausente Em pele quente Que arde dor De passado beijo Desfeito antes Recriado oposto Delicado gosto. Mentira exposta Na boca torta De beleza oca E fala morta Que acabou O amor incerto De brigas boas, Acertos maus, Vontades outras, Saudades poucas. Ainda há bem Outrora ruim Um desejo em mim De tragar o fim Engolindo gim.

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