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Em uma constante...

... loucura. Os pensamentos não são mais ordenados. As coisas fluem de maneira psicodélica. Uma carência cafona amplifica a situação. E a destreza sacode a vontade de lutar.
A vida ainda existe, mas o coração se fecha no momento em que deveria se abrir. A imaginação voa e perfura o céu das possibilidades. O arrependimento se faz presente. Então, a cautela é mantida. É tão bom escrever subjetivamente. Um verdadeiro exercício para a escrita.

Os lamentos melodramáticos de futuros auxílios se parecem com meninas perdendo a virgindade. Por vezes aparece o prazer, por horas a dor. Mas quando é liberada a torneira dos fluídos, complicado é fechar o vazamento da sede carnal.

Não há como escrever, tem que fazer. E o subjetivo segue comendo o couro que sobrou da noite passada. Aliás, o momento foi registrado com os lábios, ficou marcado nas costas, no pescoço e no queixo. A cicatriz do sentimento antigo ainda sangra uma vontade carinhosa. O desenterro do cadáver comido pelos vermes do amor marcou o presente vivido. O caos garantido está retorcendo o futuro pálido da vida.

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