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Sejamos o caos


Livre, leve, corra. Não temos escolha. A vida tem dessas coisas. Basta um não para encontrar vários "sim". Filosofia de bar. Deveria tomar outras para entender. Desespero e ansiedade não trarão respostas. O fluxo segue. A menstruação desce. O caralho enrijece. O corpo evacua. O pulso acelera. A cabeça se perde. Os nomes são esquecidos no ato quando o fato acontece. O orgasmo aparece. Mas acaba, não é para sempre. Então, basta procurar outros rumos. Um não quer, dois não sentem. "Tudo certo", um diz. "Tudo nada", contradiz. Lido com a liga conforme a velocidade permitida cerebral. Quando extrapolo, vira depressão, síndrome, pânico. Não opto mais pela conclusão, agora viajo o subjetivo. Meu adjetivo, pegue, jogue no lixo. Minhas palavras merecem o garbage. Minha voz encontra o vazio. Faça. Voe. Atemporal é infinito enquanto o relógio ainda bate corda. Contudo, parou.

Extravase o vaso vazio. Siga novos conselhos, ajude os prejudicados pelas chuvas catarinense. Procure outra razão. O doce amargo ficou podre, perdeu o conteúdo, a descência. Cuspa o esporro. Ame a novidade, o desconhecido. Abrace a situação, sofra, coma esgoto. Depois levante, limpe os olhos. Faça como eu faço, mas não igual. Seja mais original. Sejamos o caos.

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