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Rumos

Um trânsito em risco
Faísca à risca o furo
Do olho que vaza a luz.
Percorre pelo lado esquerdo
Uma escolha errada
Já que há a falta de reflexo.

A visão turva em turbulência
Obtusa o sentido do controle
Enquanto a ação dilui
Entre as pernas o ocorrido.
Não liga o gelo ao desespero
Esperando o fim iniciado
Mas a conclusão é física
E o erro, não premeditado.

O vidro arrebenta a cabeça
Que sangra amnésia
E um farol gritante registra
Algo que parecia esperança.
O túnel apaga o feixo
Que iluminado ardia distraído
E a luz que do olho vaza
Apaga-se em discrepância.

Leonardo Handa

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