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Eu não sei quais foram as mentiras. Acredito que será melhor nem sabê-las. Não quero mais ficar recebendo ameaças, desaforos e impropérios. Apesar de me sentir sincero, fica um resquício de um sentimento errado. Talvez o meu erro tenha sido confiar demais. De toda a maneira, não pretendo vingança, não pretendo mais abrigo, não pretendo mais procura. E, apesar de tudo, da mais profunda verdade, desejo que agora você tenha felicidade ao lado de quem realmente ama. Só não quero que me acuse de ligações. Elas não foram feitas. Caso esse detalhe continue a ser explorado, um meio arquitetado pode ser posto em prática. Infelizmente, será prejudicial. Mas eu vejo que agora a poeira acentou e o seu deslumbre é outro. Acredito que não terei que não precisarei mover uma ação para isso. Eu só queria um mínimo de respeito pela brincadeira, algo que eu vejo que foi da sua parte. Mas, seja feliz. No fim das contas, guri, deu tudo certo. Para você, pelo menos.

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Acertos maus

Contato ausente Em pele quente Que arde dor De passado beijo Desfeito antes Recriado oposto Delicado gosto. Mentira exposta Na boca torta De beleza oca E fala morta Que acabou O amor incerto De brigas boas, Acertos maus, Vontades outras, Saudades poucas. Ainda há bem Outrora ruim Um desejo em mim De tragar o fim Engolindo gim.

Onde Moram os Moleques

Viajo dentro de uma canção, acompanhado de uma boa xícara de café. Relembro uma infância. Tempos difíceis, mas divertidos. O coração na boca ao pular de um muro alto em uma caixa de areia. Tardes vadias em uma madeireira abandonada. Um quase tétano pego em uma lâmina. Um amigo lá para dar a mão. Início de noite em um pé de ameixa. O horário de verão era sempre comemorado com a empolgação cavalar. Um rádio a pilha. Uma sintonia qualquer. Um pôr-do-sol no interior. Os joelhos sujos, as canelas arranhadas. O All Star acabado. A conga destroçada. O riacho sem peixe, as pedras com rostos humanos, os pássaros soltos. O cachorro companheiro, as piadinhas inocentes, as revistas de catequese. As aulas cabuladas, os dias de futsal, as camisetas brancas limpas com Omo. O truque da moeda, a brincadeira do copo, o medo de ser pego. As meninas de Azaléia, os vestidos rodados, os ensaios na casa mal-assombrada. As noites de sábado. Videogame com Baconzitos. As conversas de madrugada, os sonhos adiado...