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Eu detesto a maneira que o Régis Tadeu escreve
Não acredito nas verdades do Jornal Nacional
Novela boa é novela velha, que reprisa no Viva
E eu tenho muita sede quando como queijo.
A vida é bela, mas a gente se fode nela.
Citronela no repelente combina super bem
O novo disco do Cícero é mais ou menos
E eu tenho muita sede quando como queijo.
Não consigo olhar para a Cláudia Leitte
Nem um amigo meu, porque é cego.
Às vezes acho Jorge Furtado patético
E eu tenho muita, muita sede quando como queijo.
90% do país não entende as letras do Djavan
Wander Wildner é um charlatão talentoso
Masterchef é um programa ridículo
E o pão no meu queijo me deixou com sede.
lsH

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Acertos maus

Contato ausente Em pele quente Que arde dor De passado beijo Desfeito antes Recriado oposto Delicado gosto. Mentira exposta Na boca torta De beleza oca E fala morta Que acabou O amor incerto De brigas boas, Acertos maus, Vontades outras, Saudades poucas. Ainda há bem Outrora ruim Um desejo em mim De tragar o fim Engolindo gim.

Onde Moram os Moleques

Viajo dentro de uma canção, acompanhado de uma boa xícara de café. Relembro uma infância. Tempos difíceis, mas divertidos. O coração na boca ao pular de um muro alto em uma caixa de areia. Tardes vadias em uma madeireira abandonada. Um quase tétano pego em uma lâmina. Um amigo lá para dar a mão. Início de noite em um pé de ameixa. O horário de verão era sempre comemorado com a empolgação cavalar. Um rádio a pilha. Uma sintonia qualquer. Um pôr-do-sol no interior. Os joelhos sujos, as canelas arranhadas. O All Star acabado. A conga destroçada. O riacho sem peixe, as pedras com rostos humanos, os pássaros soltos. O cachorro companheiro, as piadinhas inocentes, as revistas de catequese. As aulas cabuladas, os dias de futsal, as camisetas brancas limpas com Omo. O truque da moeda, a brincadeira do copo, o medo de ser pego. As meninas de Azaléia, os vestidos rodados, os ensaios na casa mal-assombrada. As noites de sábado. Videogame com Baconzitos. As conversas de madrugada, os sonhos adiado...