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Pense que ainda existe amor.
Está na esquina, no copo do bar.
Ali debaixo do nariz, do chafariz.
Nos deslizes da mão do jogador.
Pense que ainda há.
Permanece em Bagdá
No coração do homem bomba
No olhar das pessoas de lá.
Pense que ainda existe amor
No carro que só pega no tranco
Em sua pele morena do sol
Nas ruas da cidade de Pato Branco.
Pense que ainda existe
Consiste em observar
Perto daqui, longe do mar.
No simples ato de se abraçar.  

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