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Os deuses

 Coisas belas e sujas

Você cuida
Com suas mãos.
E a criança
Que chora solidão
Só quer um afago
De gratidão.
A prima da esperança
Em combustão revela:
eu vou te ninar,
Mas espere o amanhã
Porque agora
Um pouco vou sangrar.
E o doce alvorecer
Não dá o bom dia desejado
E outra lágrima cai
Do andar mais alto.
A filha aguarda o pai
Que amargurado é revelado
Um novo soldado
De um deus maltratado.
Por isso que amargurado
Deixa para a segunda-feira
O carinho suplicado.
lsH.

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