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S.U.B.

Noite. A tríade setentista evocada no Woodstock dá a razão. Vaza o exagero pelo beijo tecnicolor ao som de deuses ressucitados. Madrugada. Balada no peito fechado em claridade. Dissonantes sons provocados por deslizes deliciosamente frenéticos. O problema é lembrar, agora, do que foi bom. Não tem comparação. Acrescente Mojo Pin, do Buckley, com Califórnia, do Wainwright. Junte aos poucos Malemolência, da Céu, e despeje Barracão, da Rebeca Mata. Retorne ao ápice com No Surprise, do Radiohead. Agore goze com Brendan Benson. Relaxe. Everybody Hurts, do R.E.M., auxilia enquanto toques frêmitos satisfazem.
Manhã. Uma faixa de sol arrebenta-se pelo buraco da cortina, acertando a retina semi-aberta. Abre novamente para se deixar entrar. E recomeça o dia de freqüência, embalado o momento com Franz Ferdinand, Travis, Delgados e demais escoceses que também no copo pela metade se encontram.
Um bom dia, um obrigado, um beijo, um abraço.

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Acertos maus

Contato ausente Em pele quente Que arde dor De passado beijo Desfeito antes Recriado oposto Delicado gosto. Mentira exposta Na boca torta De beleza oca E fala morta Que acabou O amor incerto De brigas boas, Acertos maus, Vontades outras, Saudades poucas. Ainda há bem Outrora ruim Um desejo em mim De tragar o fim Engolindo gim.

Onde Moram os Moleques

Viajo dentro de uma canção, acompanhado de uma boa xícara de café. Relembro uma infância. Tempos difíceis, mas divertidos. O coração na boca ao pular de um muro alto em uma caixa de areia. Tardes vadias em uma madeireira abandonada. Um quase tétano pego em uma lâmina. Um amigo lá para dar a mão. Início de noite em um pé de ameixa. O horário de verão era sempre comemorado com a empolgação cavalar. Um rádio a pilha. Uma sintonia qualquer. Um pôr-do-sol no interior. Os joelhos sujos, as canelas arranhadas. O All Star acabado. A conga destroçada. O riacho sem peixe, as pedras com rostos humanos, os pássaros soltos. O cachorro companheiro, as piadinhas inocentes, as revistas de catequese. As aulas cabuladas, os dias de futsal, as camisetas brancas limpas com Omo. O truque da moeda, a brincadeira do copo, o medo de ser pego. As meninas de Azaléia, os vestidos rodados, os ensaios na casa mal-assombrada. As noites de sábado. Videogame com Baconzitos. As conversas de madrugada, os sonhos adiado...