Caos em si com fruto mordido. Turbulência em estado sônico de palavras soltas em vão. Jogos de sentimentos em erosão em um terreno sem luar. Há elementos corrossivos no coração. Habeas corpus em solidão. Mais frases perdidas sem noção. Exercício de criatividade para alcançar o êxito sem o pleno entendimento do contexto. Um texto vago de absurdos claustrofóbicos. Figuras sem linguagem em concreto. Péssimas intenções musicadas sem inspiração. Sol negro sangrando em um cigarro constante. Vício poético de loucuras adjacentes. Sensações espasmódicas em alegrias estremecidas. Frêmitos.
Viajo dentro de uma canção, acompanhado de uma boa xícara de café. Relembro uma infância. Tempos difíceis, mas divertidos. O coração na boca ao pular de um muro alto em uma caixa de areia. Tardes vadias em uma madeireira abandonada. Um quase tétano pego em uma lâmina. Um amigo lá para dar a mão. Início de noite em um pé de ameixa. O horário de verão era sempre comemorado com a empolgação cavalar. Um rádio a pilha. Uma sintonia qualquer. Um pôr-do-sol no interior. Os joelhos sujos, as canelas arranhadas. O All Star acabado. A conga destroçada. O riacho sem peixe, as pedras com rostos humanos, os pássaros soltos. O cachorro companheiro, as piadinhas inocentes, as revistas de catequese. As aulas cabuladas, os dias de futsal, as camisetas brancas limpas com Omo. O truque da moeda, a brincadeira do copo, o medo de ser pego. As meninas de Azaléia, os vestidos rodados, os ensaios na casa mal-assombrada. As noites de sábado. Videogame com Baconzitos. As conversas de madrugada, os sonhos adiado...