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Dose. Taquicardia.

Falta uma dose de ousadia. Seja noite, seja dia. Ainda fica um ar meio covarde. Seja hoje, seja tarde. Uma outra vontade que persegue. Seja agora, seja breve. A alegria aparece quando consumo. Seja bosta, seja adubo. Mas é de fé o seguimento. Seja água, seja vento. O sentido é continuar o trajeto. Seja torto, seja reto. Eu quero descobrir o viver. Seja tudo, seja crer. Não quero encontrar um fim. Seja fígado, seja rim. É meio etílico, fazer o quê? Seja vodca, seja saquê. Está ficando meio chato. Seja não, seja fato. Não reclamo da falta. Seja baixa, seja alta. Claro que saudades eu sinto. Seja branco, seja tinto. Mudamos de assunto. Seja falso, seja adjunto. Às vezes fico meio cansado. Seja em pé, seja deitado. Perco a palavra certa. Seja alvo, seja seta. Acerto outro palmo. Seja errado, seja calmo. Tento arrancar o sério. Seja pouco, seja mistério. Confesso que não tenho o mal. Seja sincero, seja fatal. Só procuro aquele bem. Seja agora, seja além. Uma paz que todos querem encontrar. Seja rápido, seja devagar. Por isso às vezes me entrego. Seja tímido, seja ego. E o meu só também encanta. Seja dó, seja tanta. Basta então a ousadia. Seja dose, seja taquicardia.

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