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Por Favor


Entrego as chaves do meu tímpano

Para que você entre com as suas ladainhas.

Desvisto as minhas complicações

Fazendo do simples a minha tradição,

Mesmo sabendo que voltarei

Às minhas belas contradições.


Não sei dizer se é tarde

Apenas quero aquela paz

As vontades são contrariadas

Então pego outras estradas.


Permito o acesso contrariado

Deixo a entrada aberta

Mas acho que estou morrendo

Um pouco mais por essa fresta.

Vazo um tanto de calafrio

Engulo muito o fel

Tento bloquear o pensamento

E retorno rápido do céu.


Às vezes acho que encontro

Percebo depois que estou tonto

Um pouco procuro a calma

E ela revolta logo a alma.


Então eu me rendo

Permito o acesso contrariado

Para depois novamente

Encontrar-me dormente.


Leonardo Handa - 27/03/2008


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