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Na impressão da letra torta revela as vontades das felicidades vorazes. Atrozes gostos de critérios milimetricamente estudados, tudo para satisfazer os desejos solicitados. Lado avesso dos sentimentos, por assim dizer, graças a violentas noites de prazer roubadas a golpes de alcatrão. Jorge Drexler dava razão enquanto o ponteiro maior do relógio seguia o seu cotidiano de matar os minutos. Segue para o copo mais uma coragem líquida a fim de continuar o testemunho exacerbado de delicadezas fraseadas.

Em um momento interrompe a ação e viaja em pensamentos outros. Segundos de fragmentos imaginados junto ao transtorno bipolar que envoca um novo gole de vodca. Literatura chinesa vendida pela Acadêmia de Letras como retrato paraguaio. Certos pensamentos, de fato, ficam sem nexo, soltos, hipérboles. Resquícios que acabam desconcentrando o raciocínio. Como a frase ali agora pouco lida.

Retorna ao centro do epicentro centralizado na ponta do centralizador. Por pouco escapou do meio. Um meio abraço, um meio tchau, um meio beijo, uma meia ideia, uma meia suja, uma meia furada, uma meia inteira. Novamente, se perde. Volta, então, ao meio tratado, ao meio fim, ao meio dizer, ao meio desculpar, ao meio considerar. O objetivo é único, simples: terminar. Metades relacionais não fazem sentido em envolvimentos que, afinal, querem o todo. Se metades adiantassem, o problema seria solucionado. Mas, como se trata de uma conta, ela precisa de um final. Por isso, termina a carta na imprecisão da letra torta que conta através de delicadezas fraseadas, ao som de Jorge Drexler, em que pede uma desculpa, dá um adeus e deseja força. Sempre.

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