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#Confissão. Não pretendo colocar um arroba na frente para revelar a intimidade da pessoa que hoje me faz sofrer. Tenho parecido um adolescente escrevendo em meu diário as mazelas dos amores da idade. O sofrimento é o mesmo, porém.
Já passei por uma situação parecida em um passado muito distante, mas é algo que você nunca espera. Dessa maneira, nunca sabe como agir. O contemplar de um par não é nada agradável. Muitos sabem. Pior que, apesar de tudo, é sentir uma dor de cotovelo tremenda, que causa uma dor absurda, arde no peito, regorgita na garganta e deseja voar pela boca, mas entala. Eu não a queria como inspiração, só desejo uma solução. O detalhe é que eu sei que não virá. Basta ficar triste mais um pouco. Que merda.

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Acertos maus

Contato ausente Em pele quente Que arde dor De passado beijo Desfeito antes Recriado oposto Delicado gosto. Mentira exposta Na boca torta De beleza oca E fala morta Que acabou O amor incerto De brigas boas, Acertos maus, Vontades outras, Saudades poucas. Ainda há bem Outrora ruim Um desejo em mim De tragar o fim Engolindo gim.

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Viajo dentro de uma canção, acompanhado de uma boa xícara de café. Relembro uma infância. Tempos difíceis, mas divertidos. O coração na boca ao pular de um muro alto em uma caixa de areia. Tardes vadias em uma madeireira abandonada. Um quase tétano pego em uma lâmina. Um amigo lá para dar a mão. Início de noite em um pé de ameixa. O horário de verão era sempre comemorado com a empolgação cavalar. Um rádio a pilha. Uma sintonia qualquer. Um pôr-do-sol no interior. Os joelhos sujos, as canelas arranhadas. O All Star acabado. A conga destroçada. O riacho sem peixe, as pedras com rostos humanos, os pássaros soltos. O cachorro companheiro, as piadinhas inocentes, as revistas de catequese. As aulas cabuladas, os dias de futsal, as camisetas brancas limpas com Omo. O truque da moeda, a brincadeira do copo, o medo de ser pego. As meninas de Azaléia, os vestidos rodados, os ensaios na casa mal-assombrada. As noites de sábado. Videogame com Baconzitos. As conversas de madrugada, os sonhos adiado...