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Ela chegou de mansinho e me atingiu. Veio devagar, sem avisar. Não sei ao certo como me encontrou, mas me derrubou. Talvez eu estivesse sozinho, ouvindo MPB da década de 1970. Ou, quem sabe, eu estivesse trabalhando. Não sei. De toda a forma, ela me acertou e me levou para a cama.
Eu lembro ainda que no início desta semana estava tudo bem. Tinha vigor. Apesar do frio, os dias eram plenos, bacanas, interessantes e produtivos. Mas você insistiu, chegou. Às vezes tenho vontade de matá-la, arrancá-la de mim, cuspí-la. Contudo, a culpa é minha. Falta cuidado. Minha mãe sempre disse que você não presta. Não discordo. Nunca. Adoro minha mãe.
Agora, por sua culpa, não posso aproveitar o meu final de semana, nem beber minha cervejinha. Você tem inveja, ciúmes, sei lá. Você quer morar comigo, mas eu não quero. Entenda, pelo amor de Deus: GRIPE, EU TE ODEIO!

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