Pular para o conteúdo principal

Quatro minutos

Tenho quatro minutos para escrever esse texto. Então, pode ser que saia uma merda. É que preciso sair, bater o ponto, pegar meu pai no trabalho e ir almoçar. Nem sei porque estou escrevendo essas asneiras. Nem merecia um post. Porém, quero que esses quatro minutos passem rápido. Seria mais fácil eu simplesmente levantar, desligar minha máquina e ir devagar até a sala do cartão. Não teria a mesma emoção. É claro. No momento também estou ouvindo Los Hermanos, "Primeiro Andar". A canção é bem típica das composições do Amarante, talvez o mais talentoso compositor da atualidade. Só quem é fã para dizer isso. "Se alguém numa curva me convidar, eu vou lá/ Que andar é reconhecer... Eu preciso andar, por um caminho só/ Vou buscar alguém, que eu nem sei quem sou/Eu escrevo e te conto o que eu vi e me mostro de lá pra você/ Guarde um sonho bom pra mim". Beleza, se passaram os quatro minutos. Fui...

Postagens mais visitadas deste blog

Para o amor, o bastar O exagero, o gostar A carícia, o acordar O café, o sorrir A voz, sussurrar O beijo, o selo O abraço, o continuar lsH

Acertos maus

Contato ausente Em pele quente Que arde dor De passado beijo Desfeito antes Recriado oposto Delicado gosto. Mentira exposta Na boca torta De beleza oca E fala morta Que acabou O amor incerto De brigas boas, Acertos maus, Vontades outras, Saudades poucas. Ainda há bem Outrora ruim Um desejo em mim De tragar o fim Engolindo gim.

Onde Moram os Moleques

Viajo dentro de uma canção, acompanhado de uma boa xícara de café. Relembro uma infância. Tempos difíceis, mas divertidos. O coração na boca ao pular de um muro alto em uma caixa de areia. Tardes vadias em uma madeireira abandonada. Um quase tétano pego em uma lâmina. Um amigo lá para dar a mão. Início de noite em um pé de ameixa. O horário de verão era sempre comemorado com a empolgação cavalar. Um rádio a pilha. Uma sintonia qualquer. Um pôr-do-sol no interior. Os joelhos sujos, as canelas arranhadas. O All Star acabado. A conga destroçada. O riacho sem peixe, as pedras com rostos humanos, os pássaros soltos. O cachorro companheiro, as piadinhas inocentes, as revistas de catequese. As aulas cabuladas, os dias de futsal, as camisetas brancas limpas com Omo. O truque da moeda, a brincadeira do copo, o medo de ser pego. As meninas de Azaléia, os vestidos rodados, os ensaios na casa mal-assombrada. As noites de sábado. Videogame com Baconzitos. As conversas de madrugada, os sonhos adiado...