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Um Novo Ano

Estava terminando. Algumas sofreram aborto. Outros caminhavam por um traço torto. Mas ainda havia alegria.

O escrito de angústia se fez em tinta impressa em papel. Dores ampliadas ecoavam nos olhos que não enxergavam a distração do sono. Os reflexos eram rapidamente lentos e o grito surdo do despertador anunciava uma manhã inglória.
Os covardes se esconderam dos raios solares, enquanto as putas davam bom dia aos gatos que ainda tinham cabaços a perder. Tudo parecia tão poético, mas era verborrágico a ponto de causar bocejos em padres pederastas.
Era o velho ano berrando um adeus tão soturno quanto intimista. O novo dia amanhecia castanho e a felicidade vinha acompanhada com água e aspirina.

Tudo de novo.

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