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Mercado de pele

Povo em transe na fossa nova. Coletividade de sentimentos tristes ao som de desbravados deletérios mal interpretados. Uma rapsódia número 02 em ré menor perfura o carisma da melancolia. Trata-se de um outro texto com segundas intenções e mensagens não escondidas.
A voz guia desafina no desatino. Rebela a causa da população na busca pelo auxílio. As crianças febris vão perdendo os dentes nas grandes filas que se formam. Os pais vão gerando outros nos cantos sem a companhia da TV. Drauzio Varella comunica em tom calmo os apontamentos dos carentes que entregam a vida ao mercado de pele, mercado de carne, mercado de órgãos. Enquanto isso, um político sem um dedo recebe boas vindas em um evento esportivo. O jacaré que representou o Pantanal devorou o mindinho do não anfitrião. O dedinho serviu de café da manhã com o presidente. E o Renan Calheiros vai se vendo cada vez mais artista da Casa dos Senadores, novo programa que será elaborado pelo Sistema Brasileiro de Televisão, do Silvio Santos Highlander.

Em outro ponto estratégico, a Geléia Geral do ministro da Cultura e pop star em países europeus, Gilberto-gil-vou-mudar-meu-web-site continua animando os coquetéis da ONU, do ônus, do ânus, da Bahia, do Congo, do Haiti, do Panamá e daquele lugar repletos de vendedores ambulantes: Brasília. Aliás, é de lá das plagas candangas que a dancinha do siri veio causando furor e pânico (entenderam? Pânico!!!!). Certos vertebrados do local só podem andar de lado, pois outra explicação não há.

Ok, chega de ladainha.

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