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Os Fracos de Vontade


Meu deserto coração preenchido de cactus petrificados
Por elementos que insisto chamar de compaixão.
Mas o que de fato eu quero viaja longe em céus desesperados
E enquanto isso vou perdendo o tato do dom de acreditar.
Um doce iludir eu beijo em face imaginária
A contradição do gosto não é efêmera,
Antes fosse uma ligeira canção de forasteiro
Como o último verso do bardo bandoleiro
Perdido sem razão, mas ainda com paixão
Pela condição andarilha que os fracos de vontade
Nunca entendem como a perfeita emoção.
Então a minha fraqueza eu perco na borda do vidro,
No gole sofrido do fel interrompido
Graças ao sono que me comove.
No entanto, no descanso invade
Um sonho contigo por assim concebido
Acordo em um grito quase sustenido
E percebo que não consigo arrancar
O seu olhar baixo de sofrido.

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