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Um compêndio não compreendido da insana vida que trata de aparecer.

Turbulentas doses de alcantrão em uma ficção que pode acabar.

Quem sou para dizer que sim. Quem sou eu para afirmar o não.

Quem agora eu vejo não interessa o coração.

O todo sobrevivido é quase um gelo de esquimóide.

Até o momento o latejar freqüenta a poesia.

Aguardo o dia que virá anunciando boas novas.

Enquanto isso, retorço o esquálido traçado do sentimento,

O torpe, o macilento, o sórdido.

Se disseram que a esperança é a última que padece,

Então não acredito e penso ainda mais.

Se falassem de uma forma menos afoita,

Capaz de ver um horizonte alinhado de gostosos presságios.

No entanto, não se trata de pessimismo, e sim, realidade.

O pulso continua a palpitar uma crença sincera.

Basta um sinal, portanto, a fim de prosseguir,

Na faca cega, no olho agudo, na combustão do gostar.

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